Uma das partes mais interessantes de se lançar um livro é perceber como ele pode chegar longe e nas mãos de sabe Deus quem. E esse sabe-Deus-quem, de repente, brota na caixa de entrada do seu email fazendo elogios e revelando informações que dão ainda mais valor à obra. Um exemplo é o contato feito recentemente por Raymundo Quadros, que vive no Rio de Janeiro.
Ele comprou um Os Trilhos da História - Memórias da Desportiva Ferroviária na loja virtual da Desportiva (Capixaba), montada pela Associação Amigos da Desportiva, aquele grupo de torcedores que tentam voluntariamente ajudar a reerguer o clube, que tem sofrido bastante.
Raymundo já lançou quatro livros, sendo dois sobre o saudoso São Cristóvão (RJ), seu time do coração. São eles: Chuva de Glórias - Trajetória do São Cristóvão Futebol e Regatas (2004) e São Cristóvão - Memórias da Conquista (2006), esse em co-autoria com Gustavo Cortes, em que contam a história do título carioca de 1926.
Eis que Raymundo me escreve, não só aprovando o livro, mas também revelando ser parente do homem que dá nome ao estádio grená, o Engenheiro Araripe. O famoso engenheiro se chamava, como pouca gente sabe, Delecarliense de Alencar Araripe e era irmão da avó de Raymundo, dona Laura. Abaixo, o depoimento de Raymundo, o sobrinho-neto do homem:
"Bruno, sou colecionador de livros esportivos e material em geral. Recebi seu livro hoje (dia 18 de março, ao Rio de Janeiro). Você conta mesmo a fundo a história da Desportiva, de forma sensacional e emocionadamente... Só de tacada já vi que você conhece mesmo. Menciona até o Gentil Cardoso, que esteve por aí em 1965. O conheci em 1969 já no final da sua vida. Fraga [ponta-esquerda], Arino [médio] (e não Arinos como a imprensa do Rio e daí escrevia), Edson [lateral] e Fio Maravilha [atacante], foram alguns atletas que jogaram no meu São Cristóvão e estiveram por aí... Devem ter outros. Sensacional seu livro. Parabéns, e que a Desportiva volte aos seus grandiosos dias. O engenheiro Araripe, Delecarliense de Alencar Araripe (não o conheci) vem a ser meu tio-avô. Ele era irmão da minha avó, Laura de Araripe Quadros, cujo nome de solteira era Laura de Alencar Araripe. Abraços."
Raymundo Quadros
sexta-feira, 26 de março de 2010
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Tiva já venceu o Pohang Steelers
Não há dúvida de que o Pohang Steelers, da Coreia do Sul, é um baita azarão no Campeonato Mundial Interclubes que está sendo disputado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Dificilmente passará pelo argentino Estudiantes, muito menos levará a taça numa já improbabilíssima final contra o poderoso Barcelona. Mas caso a zebra desfile de olhos puxados, teremos mais um campeão mundial que já foi derrotado por um time capixaba.
Times da Desportiva Ferroviária e do Posco (atual Pohang Steelers) posando juntos na Coreia do Sul, em 1981
Vale como curiosidade, pois quase ninguém sabe ou se lembra que nos idos de 1981 uma excursão internacional levou a Desportiva Ferroviária a fazer três jogos contra um tal de Posco, o atual Pohang Steelers. O exótico apelido da equipe fundada em 1973 e que só adotou seu nome atual em 1997 se devia à empresa Pohang Iron and Steel (Posco, na sigla), que negociava com a então estatal brasileira CVRD. E a Vale era quem mantinha financeiramente a Tiva, que acabou indo parar do outro lado do mundo.
Foram três partidas, com vitória sul-coreana, na primeira, ferroviária, na segunda, e empate, na terceira. Com o lendário treinador Yustrich, famoso por seu estilo "ditatorial", a Desportiva saiu do Brasil no domingo, dia 10 de maio. O vôo foi longo. Primeiro, um Rio-Paris básico. Na França, os ferroviários pernoitaram. Depois, mais escalas em Dubai, nos Emirados Árabes, em Nova Délhi, na Índia, e em Hong Kong (que só seria reincorporado à China em 1997).
E então, mais de 48 horas depois de deixar Vitória, a Tiva chegou à Coreia, à capital Seul, de onde passaria por Pusan até chegar, de ônibus, encarando mais duas horas de estrada, a Pohang, no extremo leste sul-coreano. Na época, Pohang tinha 500 mil habitantes, número que quase não aumentou de lá para cá.

Com cansaço de sobra, o time grená, escalado com Rogério, Edson, Célio, Adeir e Vicente Paixão, Marcos Nunes, Samuel Batista, Geovani e Naldo, Paulistinha e Londrina, perdeu de 3 a 1 o jogo na cidade do adversário. O gol da Tiva foi de Paulistinha, quando o time já perdia por 2 a 0. O meia Dário, autor do gol do título do bicampeonato capixaba em 1980 (sobre o Vitória do goleiro Paulo Victor, que depois chegaria à Seleção Brasileira) passara mal devido à longa viagem e não jogou neste primeiro jogo, disputado em 14 de maio. Edmar, zagueiro, ficara no Brasil se tratando de uma lesão.
A maior parte dos jogadores do Posco (time) trabalhavam na própria Posco (empresa). Aí, vai a escalação no melhor estilo trava-línguas asiático: Hyun, Jun Chaa, Chai Jong Duk, Kim Hyung Nan e Cho Kyo Yoong, Park Moo, Park Chug e Cho Jai, Kim Man Soon, Chain Soon e Kim Yun Sin. Técnico: Hanh Hong Kee. Esse time perdeu o segundo jogo, disputado em Daegu. O gol foi de Naldo, aos 19 minutos do primeiro tempo, após linda tabela com Londrina. As caras novas em relação ao jogo de Pohang foram Raul, em lugar de Adeir, Victor, no de Geovani, e Ericson, no de Samuel Batista.
Naldo fez o gol da vitória grená sobre o Pohang (antigo Posco)
Na terceira partida, no Estádio Nacional de Seul, empate em 1 a 1. Londrina fez 1 a 0, aos dois minutos do primeiro tempo. Os sul-coreanos igualaram aos 42 também da primeira etapa. Depois, a Tiva iria jogar na Indonésia e no Catar, onde histórias engraçadas não deixaram de acontecer, como conto no livro Os Trilhos da História - Memórias da Desportiva Ferroviária (à venda nas Livrarias Logos e comigo pelo email livrodesportiva@gmail.com).
Vale registrar que dois campeões mundiais já foram derrotados pela Desportiva: o Flamengo (duas vezes; no Brasileiro de 1973 e num amistoso em 1994) e o Grêmio, no Brasileiro de 1982.
Times da Desportiva Ferroviária e do Posco (atual Pohang Steelers) posando juntos na Coreia do Sul, em 1981Vale como curiosidade, pois quase ninguém sabe ou se lembra que nos idos de 1981 uma excursão internacional levou a Desportiva Ferroviária a fazer três jogos contra um tal de Posco, o atual Pohang Steelers. O exótico apelido da equipe fundada em 1973 e que só adotou seu nome atual em 1997 se devia à empresa Pohang Iron and Steel (Posco, na sigla), que negociava com a então estatal brasileira CVRD. E a Vale era quem mantinha financeiramente a Tiva, que acabou indo parar do outro lado do mundo.
Foram três partidas, com vitória sul-coreana, na primeira, ferroviária, na segunda, e empate, na terceira. Com o lendário treinador Yustrich, famoso por seu estilo "ditatorial", a Desportiva saiu do Brasil no domingo, dia 10 de maio. O vôo foi longo. Primeiro, um Rio-Paris básico. Na França, os ferroviários pernoitaram. Depois, mais escalas em Dubai, nos Emirados Árabes, em Nova Délhi, na Índia, e em Hong Kong (que só seria reincorporado à China em 1997).
E então, mais de 48 horas depois de deixar Vitória, a Tiva chegou à Coreia, à capital Seul, de onde passaria por Pusan até chegar, de ônibus, encarando mais duas horas de estrada, a Pohang, no extremo leste sul-coreano. Na época, Pohang tinha 500 mil habitantes, número que quase não aumentou de lá para cá.

Com cansaço de sobra, o time grená, escalado com Rogério, Edson, Célio, Adeir e Vicente Paixão, Marcos Nunes, Samuel Batista, Geovani e Naldo, Paulistinha e Londrina, perdeu de 3 a 1 o jogo na cidade do adversário. O gol da Tiva foi de Paulistinha, quando o time já perdia por 2 a 0. O meia Dário, autor do gol do título do bicampeonato capixaba em 1980 (sobre o Vitória do goleiro Paulo Victor, que depois chegaria à Seleção Brasileira) passara mal devido à longa viagem e não jogou neste primeiro jogo, disputado em 14 de maio. Edmar, zagueiro, ficara no Brasil se tratando de uma lesão.
A maior parte dos jogadores do Posco (time) trabalhavam na própria Posco (empresa). Aí, vai a escalação no melhor estilo trava-línguas asiático: Hyun, Jun Chaa, Chai Jong Duk, Kim Hyung Nan e Cho Kyo Yoong, Park Moo, Park Chug e Cho Jai, Kim Man Soon, Chain Soon e Kim Yun Sin. Técnico: Hanh Hong Kee. Esse time perdeu o segundo jogo, disputado em Daegu. O gol foi de Naldo, aos 19 minutos do primeiro tempo, após linda tabela com Londrina. As caras novas em relação ao jogo de Pohang foram Raul, em lugar de Adeir, Victor, no de Geovani, e Ericson, no de Samuel Batista.
Naldo fez o gol da vitória grená sobre o Pohang (antigo Posco)Na terceira partida, no Estádio Nacional de Seul, empate em 1 a 1. Londrina fez 1 a 0, aos dois minutos do primeiro tempo. Os sul-coreanos igualaram aos 42 também da primeira etapa. Depois, a Tiva iria jogar na Indonésia e no Catar, onde histórias engraçadas não deixaram de acontecer, como conto no livro Os Trilhos da História - Memórias da Desportiva Ferroviária (à venda nas Livrarias Logos e comigo pelo email livrodesportiva@gmail.com).
Vale registrar que dois campeões mundiais já foram derrotados pela Desportiva: o Flamengo (duas vezes; no Brasileiro de 1973 e num amistoso em 1994) e o Grêmio, no Brasileiro de 1982.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
HALL DA FAMA GRENÁ - MÁRIO MATADOR

Eu já tinha costume de ir ao Salvador Costa, ao Kleber Andrade e ao Engenheiro Araripe, vendo Vitória, Rio Branco e Desportiva. Sempre levado por meu pai. Achava tudo festa. Tudo legal. Mas, em poucas palavras, não tinha um time. A primeira vez que me vi, de fato, torcendo para a Desportiva foi em 13 de novembro de 1994. Eu tinha 12 anos, recém-completados. Era o dia do jogo de ida da semifinal da Série B do Campeonato Brasileiro de 1994, contra o Goiás. O gol de Mário Matador, o segundo da vitória grená por 2 a 0, levou o estádio ao delírio, numa comemoração emocionante, a começar por ele, em campo.
Esta cena foi a primeira a alimentar minha paixão pelo clube. Mário no alambrado, a euforia, todo mundo vibrando. Algo impactante o suficiente para me tornar torcedor da Desportiva. Curiosamente, anos depois, quando revi o gol de Mário, confesso que pensei: "Na minha cabeça, esse gol tinha sido até mais bonito". Na verdade, aquele jogo havia sido tão especial para mim, que, com o passar do tempo, minha imaginação tinha se encarregado de torná-lo algo meio surreal. A comemoração, o jogo, aquela tarde tinham ganhado contornos quase épicos na minha memória infanto-juvenil.
Hoje faz quinze anos que isso aconteceu. E aproveitando o ensejo da data, inauguro no blog um espaço para aprofundar o resgate dos ídolos ferroviários, como o livro, em parte, já fez. É uma espécie de "Hall da Fama Grená", que espero que faça sucesso e seja bem recebido pelos torcedores. O primeiro, por motivos óbvios, é ele, Mário Matador. O atacante cujo gol abriu de vez as portas para a minha paixão grená. Foi uma conversa não muito programada, por isso até a falta de fotos do Mário de ontem e de hoje. Em breve faremos esse complemento. Por enquanto, a seguir, um breve perfil de Mário e um papo muito bacana com nosso eterno "matador", com seu lado extrovertido, de quem apelidava os gols, e verdadeiro, contando histórias que nosso encanto pela bola costuma esconder.
Bruno Marques
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Nome: Mário Antonio Ferreira
Apelido: Mário Matador
Idade: 37 anos (24/01/1972)
Carreira: Desportiva (1991), Tupy (1991), Desportiva (1992), Vitória (1993), Desportiva (1994 a 1996), Atlético-PR (1996), Apucarana-PR (1997), Rio Branco (1997), Serra (1998), Linhares (1999), CSA-AL (2000), Veneciano (2001 e 2002) e Tupy (2003).
Títulos pela Desportiva: Campeonatos Capixabas de 1992, 1994 e 1996.
O que faz hoje: motorista da Secretaria de Turismo do Espírito Santo
Autógrafo de Mário Matador, eterno ídolo da Desportiva Ferroviária-----------------------------------------------------------------------------
ENTREVISTA: MÁRIO MATADOR
BRUNO MARQUES - EM PRIMEIRO LUGAR, COMO SURGIU SEU APELIDO?
MÁRIO MATADOR - Quem inventou foi o já falecido locutor de rádio Horácio Carlos. Um dia, estávamos conversando na arquibancada do Engenheiro Araripe, e ele virou para mim e perguntou se eu faria gol no dia seguinte. Eu disse que faria. Ele comentou que eu estava matador igual ao Evair, que na época estava muito bem no Palmeiras-SP. Falou: "Tá, aí. Amanhã, se você fizer um gol, eu vou fazer uma brincadeira com você". No jogo, contra o Rio Branco, eu perdi um pênalti. Depois, houve outro pênalti. Olhei para o banco e perguntei: "Quem bate?" O técnico: "É você mesmo, ué?" Fui lá e fiz o gol. O Horácio na hora colocou o apelido. Pegou.
ALÉM DE FAZER MUITOS GOLS, VOCÊ TINHA O COSTUME DE COLOCAR NOME NELES, NÉ? VOCÊ CHAMOU DE "CAPIRIOCA" O GOL SOBRE O FLAMENGO, NAQUELE AMISTOSO QUE A DESPORTIVA VENCEU POR 2 A 1, EM 1994. ERA UMA COISA QUE VIOLA, TÚLIO MARAVILHA TAMBÉM FAZIAM. COMO ISSO TUDO COMEÇOU?
Na verdade, foi de uma forma muito curiosa (risos). Dirley (goleiro) era muito engraçado, brincalhão. Adorava ficar vendo Chaves e Chapolin, na televisão. Numa dessas, em 1994, eu brinquei com ele e falei que, no dia seguinte, contra o Estrela, no Estádio Sumaré, em Cachoeiro de Itapemirim, eu faria o "gol Quico" (personagem do programa do Chaves). Ficou a maior palhaçada. Todo mundo naquela bobeira: "Faz, faz!" (risos). No dia seguinte, fiz o gol, fui correndo até a trave e chorei (imitando o Quico) (risos). Ficou todo mundo doido. Aí, falei: "Na semana que vem, farei o gol Chaves", e não parei mais. Vi que o pessoal foi gostando. E deu certo também porque a fase era boa. A bola batia em mim e entrava. Os adversários ficam p... da vida!
O ANO DE 1994 FOI ESPECIAL, NÃO FOI?
Foi o grande momento da minha carreira, com certeza. Naquele ano, fiz 17 gols no Capixabão e mais 17 na Série B do Brasileiro. Nas duas, fui vice-artilheiro. No Estadual (em que a Desportiva foi campeã), Jorginho Schilaci, do São Mateus, fez 18. Na Série B, só perdi para o Baltazar (o "artilheiro de Deus"), do Goiás, que fez 20. Nosso time era muito forte.
QUAL FOI O SEU GRANDE COMPANHEIRO EM CAMPO?
Ah, foi o Welder. Ele jogava demais. Um já sabia como o outro jogava. Chegaram a nos chamar de "casal 20 capixaba".
E O SEU GOL MAIS MARCANTE?
Foi contra o Alfredo Chaves, pelo Capixabão de 1994. Nós vencemos por 4 a 1 (resultado que levou a Desportiva à liderança), e eu fiz os quatro gols. Num deles, o Valtinho (meia) cruzou para mim, da ponta. Eu estava no centro da área. Matei a bola no peito, mas ela subiu muito. Nisso, eu pensei rápido e fui conduzindo a bola dando três cabeçadinhas. Aí, o goleiro saiu e eu dei uma última testada, mais forte, encobrindo ele. Foi um golaço mesmo.
INFELIZMENTE, 1994 TAMBÉM RESERVOU ALGUMAS TRISTEZAS, NÉ? COMO FOI AQUELA SEMIFINAL DA SÉRIE B DO BRASILEIRÃO, CONTRA O GOIÁS? HOUVE MESMO MANIPULAÇÃO DE RESULTADO? E OS BOATOS DE SUBORNO A JOGADORES DA DESPORTIVA?
Na época, a gente olhava para o Goiás, respeitava, claro, mas não achava que a gente era menor ou pior, não. Não passava pela nossa cabeça não subir para a Primeira Divisão (do Brasileiro). Era nossa grande oportunidade. Nós ficamos numa euforia grande. Aqui (no Engenheiro Araripe), poderia ter sido por um placar maior. Mas 2 a 0 foi um bom resultado. Depois, lá, nós fomos roubados. Os boatos sobre suborno de alguns jogadores eu só soube pela imprensa depois. Não vi nada. O que houve foi que em Goiás nos garfaram. Antes do jogo, era um telefonema atrás do outro para o hotel, nos ameaçando. Mas coisa que é até normal. No jogo, tomamos um gol, mas estávamos bem. Até que o juiz (Edmundo Lima Filho) inventou um pênalti e eles fizeram o 2 a 0. Nem acreditei quando ele marcou. No vestiário, bateu um baixo astral danado. É difícil você ser desclassificado por um erro absurdo de um juiz. Olhávamos para a cara uns dos outros e falávamos: "E, aí? Não vai acontecer nada?" E não aconteceu nada. Ficou tudo daquele jeito. Nos prejudicou muito. Acho que se eu tivesse ido para um clube grande ali, teria embalado...
VOCÊ CHEGOU A SAIR DO ESTADO, EM 1996. COMO FOI SUA PASSAGEM PELO PARANÁ?
Lá no Atlético-PR eu fiquei poucos meses. Paulo Rink e Oséias estavam voando, jogando muito. Daí, fui emprestado no Estadual (1997) para o Apucarana, onde acabamos ficando em quarto lugar. Mas a questão toda foi no jogo entre Atlético-PR e Apucarana-PR, na última rodada. O Atlético disputava o título com o Paraná, que precisava tropeçar para o Atlético ser campeão. Eu estava emprestado pelo Atlético ao Apucarana, mas não havia cláusula que me impedisse de enfrentá-los. Mesmo assim, eles quiseram impedir. Nas sexta-feira, acabaram liberando. Mas, no domingo, no vestiário, veio uma ordem para eu não jogar. Não gostei. Uns diretores me falaram para fazer como eu quiser, que a responsabilidade era minha. Pensei: "O Apucarana está pagando meu salário, estamos brigando pelo título do interior, vou jogar". Oséias fez 1 a 0 para o Atlético. O Paraná seguia empatando. Veio um cruzamento, Ricardo Pinto (goleiro do Atlético-PR) não segurou, e eu fiz o gol de empate. O gol que deu o título para o Paraná. Depois do jogo, o Petraglia (então presidente do Atlético-PR) passou por mim, bateu no meu ombro e me disse: "Não precisa nem passar na Baixada mais. Pode voltar direto para Vitória".
MAS VOCÊ TAMBÉM VIVEU EPISÓDIOS ENGRAÇADOS...
Vários. Me lembro de um, muito engraçado, porque foi algo que nunca vi igual (risos). Fomos jogar no Arruda, contra o Santa Cruz-PE. O estádio cheio. A gente no vestiário. Ia começar a preleção do Traspadini (técnico). De repente, a gente começa a ouvir a torcida vibrando. A gente: "Ué, mas não tem preliminar. Eles estão comemorando o quê?" Quando a gente sobe o túnel para ver, está Alex Santana e outro baixinho, que eu acho que era o Glaedson, sei que era um dos menores do time, os dois com roupa de goleiro, fazendo o aquecimento como se fossem goleiros (risos). Um chutava para o outro levar frango. A torcida deles olhando aquilo e morrendo de rir. Os caras foram à loucura. No mínimo, estavam pensando: "Com esses caras, nós vamos enfiar uns 8 a 0" (risos). Eles fizeram aquilo só para sacanear a galera.
[Observação: Mário não soube precisar a data. Mas a Desportiva Ferroviária enfrentou o Santa Cruz, no Estádio Arruda, em Recife-PE, três vezes em 1994 e em 1995, tendo o episódio contado por ele se passado, com certeza, em uma dessas partidas. Em 1994, foram um empate em 2 a 2 e uma vitória grená por 3 a 1. Em 1995, nova vitória da Desportiva. Dessa vez, por 2 a 1]
O QUE SIGNIFICA A DESPORTIVA PARA VOCÊ?
Foi praticamente a minha vida ou, pelo menos, a minha segunda casa. Entrei lá aos nove anos. Era um menino magrinho, com as pernas finas... Eu morava em Canaã, em Viana. A Desportiva, com a força que tinha da CVRD, me deu tudo que eu precisava. Eu passava o dia lá. Quando passo em frente ao Engenheiro Araripe, lembro das coisas boas, das amizades. Muitos garotos que jogariam nos anos 1990 no time foram criados juntos lá. Na base, era uma família de verdade. E a gente ficava sonhando em chegar no time de cima. Me lembro de ver o Edu Bala (ex-Palmeiras-SP, São Paulo-SP e Seleção Brasileira), treinando no Araripe, no time principal. Eles eram uma motivação e tanto. Via os caras na televisão e, de repente, eles estavam ali. Que nem o Washington, ex-Fluminense, o Andrade, ex-Flamengo, o China... Era um orgulho para nós chegarmos ao time principal. você tinha ídolos para te inspirar, na sua frente. Hoje, é bem diferente.
VOCÊ ACOMPANHA OS JOGOS DA DESPORTIVA (CAPIXABA) HOJE?
Os caras, amigos e alguns torcedores, ficam bravos comigo quando falo isso, mas, para mim, essa Desportiva atual não significa nada. A Desportiva, para mim, era a Ferroviária, que, aliás, quando fez a negociação (em 1999), disse que ia pagar as dívidas. Até hoje estou correndo atrás dos meus 15% da transferência para o Atlético-PR, em 1996. Não me pagaram até hoje. E é um dinheiro que me faz falta. Daria para eu arrumar minha casinha. Não ia precisar viver de aluguel. Merecíamos mais transparência, mais carinho. Hoje, eu sinto pena da Desportiva. Sinto tristeza. Passo lá e vejo aquele patrimônio que ela tem se acabando. É o lugar onde eu morava. É como se destruíssem algo meu, a minha casa...
O QUE VOCÊ GUARDA DE MELHOR DO FUTEBOL?
Os amigos que você faz no futebol te dão muita alegria. Até hoje temos uma turma que se vê, que convive. Eu, Clifton (ex-lateral-esquerdo e meia), Luís Carlos (goleiro), Welder (atacante), Mauro Soares (ex-meio-campo, hoje treinador)... Fazemos encontros. Outros, a gente perde um pouco de contato, mas fica o carinho. No Linhares, em 1999, por exemplo, eu formei dupla de ataque com o Léo Moura (hoje, lateral-direito do Flamengo-RJ). Era até engraçado. Os pais dele ligavam para mim: "Mário, cuida direito do meu filho". Ele vivia na minha casa. Era bem garoto. Fico feliz de vê-lo assim. O Sávio é outro. Quando ele voltou ao Estado, encontrei ele. Foram me apresentar. Pensei: "Ele não vai me reconhecer". E ele: "Mário, você tá gordinho, hein!" Nós jogamos juntos na base, durante muito tempo. Meu pai, Geraldo, e o pai dele, Seu Mazinho, faleceram há pouco tempo. Era engraçado que quando a gente era novinho, na base da Desportiva, a gente era muito franzino. Às vezes, nos barravam. Aí, meu pai e o do Sávio apostavam que nós iríamos entrar e virar os jogos e que depois eles iam sair para beber. O problema é que a gente sempre virava os jogos. Eles viram que tinham que parar com aquela aposta senão iam ficar tão bêbados que não iam conseguir levar a gente de volta para casa (risos).
O CARINHO DO TORCEDOR TAMBÉM É PARA SEMPRE...
O Mauro Soares, lendo o seu livro (Os trilhos da história - Memórias da Desportiva Ferroviária), virou para mim e comentou: "Nós mesmos não fazemos idéia do quanto que a gente foi importante". Fico feliz. O livro reconhece o nosso valor. Esse reconhecimento dos torcedores da Desportiva, até hoje, me emociona demais, Bruno... Teve um dia que eu estava num restaurante, veio um cara, adulto já, virou para mim e pediu para tirar uma foto. Falei: "tudo bem", mas sem entender muito o porquê. Aí, tiramos a foto e ele falou: "Você não vai se lembrar de mim, mas quando eu era pequeno eu brigava com os outros meninos para entrar em campo de mãos dadas com você... [Mário fica com os olhos cheios d'água]. Isso é uma coisa que não tem preço.
sábado, 31 de outubro de 2009
GTV no coquetel de lançamento
Acabo de incluir no blog o link do vídeo (à direita) do programa Click Star, da GTV, gravado no dia do lançamento do livro Os trilhos da história, no Museu da Vale. Na matéria feita pelo jornalista Fernando Fully, papos com ídolos eternos da Desportiva, como o ponta-esquerda Diogo, bicampeão capixaba pelo clube em 1964/65, e o meio-campo Geovani, também bicampeão em 1980/81. Há também uma conversa com o Secretário de Esportes do Espírito Santo, Luciano Rezende, que, para minha satisfação, também esteve presente. Abaixo, faço um resuminho dos depoimentos que os três deram no programa.
Diogo, treinando pela Desportiva Ferroviária, no campo do Porto-alegrense, em Cariacica
DIOGO
"Logo após a fusão, a Desportiva Ferroviária contratou cinco jogadores, dentre os melhores da época, do Santos, de Aribiri. Eu era um deles. E tivemos muito sucesso, pois realmente era uma máquina de jogar futebol. Éramos de fora do Estado, jovens em busca de esperança e de algum lugar que nos valorizasse. Então, nós chegamos no lugar certo e na hora certa. Aqui, no Espírito Santo eu só tive felicidade. Fiquei três anos. Se não me falha a memória, só perdi um jogo nesses três anos. Vai ser difícil alguém bater esse recorde. Eu tinha velocidade, técnica e caía pelas pontas. Na época se jogava em dois, três times apenas em toda a carreira, então a gente se identificava com o time. Além de jogador, também era torcedor"
GEOVANI:
"Fico feliz (pelo livro). A Desportiva tem uma história interessante. Nasci em 1964, praticamente junto com a Desportiva. E, na minha época de futebol, a gente podia jogar nos times do nosso Estado. E eu tive a grande felicidade de começar minha carreira num grande clube, que era a Desportiva Ferroviária, que dava condição a quem desejasse ser um grande jogador. O Bruno está de parabéns, porque a memória do futebol capixaba andava esquecida. Acho que através desse livro a história de muitos atletas capixabas passará a ser resgatada. A Desportiva fazia, e hoje não se faz, investimento na base. Se voltar a ser feito, muitos capixabas ainda chegarão à Seleção Brasileira"
LUCIANO REZENDE
"O livro é um trabalho muito importante sobre a história gloriosa da Desportiva Ferroviária. Falei com Bruno que esse tipo de trabalho vai nos ajudar a montar a memória do nosso esporte, construindo um museu do esporte, que fará parte do complexo do novo Estádio Kleber Andrade"
Diogo, treinando pela Desportiva Ferroviária, no campo do Porto-alegrense, em CariacicaDIOGO
"Logo após a fusão, a Desportiva Ferroviária contratou cinco jogadores, dentre os melhores da época, do Santos, de Aribiri. Eu era um deles. E tivemos muito sucesso, pois realmente era uma máquina de jogar futebol. Éramos de fora do Estado, jovens em busca de esperança e de algum lugar que nos valorizasse. Então, nós chegamos no lugar certo e na hora certa. Aqui, no Espírito Santo eu só tive felicidade. Fiquei três anos. Se não me falha a memória, só perdi um jogo nesses três anos. Vai ser difícil alguém bater esse recorde. Eu tinha velocidade, técnica e caía pelas pontas. Na época se jogava em dois, três times apenas em toda a carreira, então a gente se identificava com o time. Além de jogador, também era torcedor"
GEOVANI:
"Fico feliz (pelo livro). A Desportiva tem uma história interessante. Nasci em 1964, praticamente junto com a Desportiva. E, na minha época de futebol, a gente podia jogar nos times do nosso Estado. E eu tive a grande felicidade de começar minha carreira num grande clube, que era a Desportiva Ferroviária, que dava condição a quem desejasse ser um grande jogador. O Bruno está de parabéns, porque a memória do futebol capixaba andava esquecida. Acho que através desse livro a história de muitos atletas capixabas passará a ser resgatada. A Desportiva fazia, e hoje não se faz, investimento na base. Se voltar a ser feito, muitos capixabas ainda chegarão à Seleção Brasileira"
LUCIANO REZENDE
"O livro é um trabalho muito importante sobre a história gloriosa da Desportiva Ferroviária. Falei com Bruno que esse tipo de trabalho vai nos ajudar a montar a memória do nosso esporte, construindo um museu do esporte, que fará parte do complexo do novo Estádio Kleber Andrade"
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Clube da Boa Música é a Tiva!
Qual não foi a minha surpresa, quando, ontem, curtindo um happy hour no Shopping Jardins, topei com ninguém menos que Oswaldo Oleare apresentando seu imcomparável programa Clube da Boa Música, da Rádio Universitária 104.7 FM, extraordinariamente fora do estúdio, e mais que isso, praticamente na entrada do banheiro do segundo piso do centro comercial.
Dizem que, além de tentar ser o oitavo elemnto do CQC, Oleare já pensa em trocar o Vitória pela Desportiva
O intrépido amigo e radialista não perdeu tempo e - verdade se diga - após me permitir uma rápida passadinha no banheiro - com direito à lavada de mãos - me convidou, para minha satisfação, a participar de seu programa. Falamos, é claro, do livro da Desportiva Ferroviária. E do que mais seria?
Fica aqui meu agradecimento público a Don Oleare, para os chegados, cujo coração bate pelo Vitória, o alvianil de Bento Ferreira, mas que esteve desde sempre ao lado do nosso "Os trilhos da História - Memórias da Desportiva Ferroviária". Daqui a pouco vão sugerir a mudança de lema da Desportiva. Em vez de "O clube que sabe fazer amigos" será "Desportiva: o Clube da Boa Música". E que assim seja.
Visitem o imperdível blog de Oleare: www.bloguidonoleari.blogspot.com
Em breve teremos novidades também aqui em nosso blog.
É a sessão Hall da Fama Grená que vem aí!
Não percam!
Dizem que, além de tentar ser o oitavo elemnto do CQC, Oleare já pensa em trocar o Vitória pela DesportivaO intrépido amigo e radialista não perdeu tempo e - verdade se diga - após me permitir uma rápida passadinha no banheiro - com direito à lavada de mãos - me convidou, para minha satisfação, a participar de seu programa. Falamos, é claro, do livro da Desportiva Ferroviária. E do que mais seria?
Fica aqui meu agradecimento público a Don Oleare, para os chegados, cujo coração bate pelo Vitória, o alvianil de Bento Ferreira, mas que esteve desde sempre ao lado do nosso "Os trilhos da História - Memórias da Desportiva Ferroviária". Daqui a pouco vão sugerir a mudança de lema da Desportiva. Em vez de "O clube que sabe fazer amigos" será "Desportiva: o Clube da Boa Música". E que assim seja.
Visitem o imperdível blog de Oleare: www.bloguidonoleari.blogspot.com
Em breve teremos novidades também aqui em nosso blog.
É a sessão Hall da Fama Grená que vem aí!
Não percam!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
"Os trilhos" na Livraria Logos e no site especializado Futebooks
Olá, pessoal!
Os exemplares de "Os trilhos da história - Memórias da Desportiva Ferroviária" já podem ser comprados na Livraria Logos (www.livrarialogos.com.br).
Em princípio, serão comercializados nas seguintes Logos:
1) Shopping Vitória (3137-2590)
2) Shopping Norte-Sul /Jd. Camburi (3317-4051)
3) Praia do Suá/Av. Leitão da Silva (3137-2582)
4) Vila Velha/Centro (3388-2011)
Na Logos, o livro custa R$ 35,00.
A compra diretamente comigo seguirá sendo feita. Basta entrar em contato via email: livrodesportiva@gmail.com
Para quem preferir, meu telefone no trabalho é o 3321-8354 ou -8326.
O site paulista especializado em livros esportivos www.futebooks.com.br também estará comercializando exemplares a partir da próxima semana.
Em breve teremos novidades aqui no blog.
Obrigado a todos pelo apoio.
Espero que curtam o livro.
Abraços!
Bruno Marques
Os exemplares de "Os trilhos da história - Memórias da Desportiva Ferroviária" já podem ser comprados na Livraria Logos (www.livrarialogos.com.br).
Em princípio, serão comercializados nas seguintes Logos:
1) Shopping Vitória (3137-2590)
2) Shopping Norte-Sul /Jd. Camburi (3317-4051)
3) Praia do Suá/Av. Leitão da Silva (3137-2582)
4) Vila Velha/Centro (3388-2011)
Na Logos, o livro custa R$ 35,00.
A compra diretamente comigo seguirá sendo feita. Basta entrar em contato via email: livrodesportiva@gmail.com
Para quem preferir, meu telefone no trabalho é o 3321-8354 ou -8326.
O site paulista especializado em livros esportivos www.futebooks.com.br também estará comercializando exemplares a partir da próxima semana.
Em breve teremos novidades aqui no blog.
Obrigado a todos pelo apoio.
Espero que curtam o livro.
Abraços!
Bruno Marques
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Maurélio: de formiguinha a doutor
Estou passando férias em Belo Horizonte e do interior de Minas Gerais recebo um email muito bacana da esposa de Maurélio, o ponta-direita campeão capixaba pela Desportiva em 1964, 1965 e 1967, além dos títulos do antigo Campeonato da Cidade, em 1966 e 1968.
No livro, conto que o "formiguinha", como ele era chamado por seu incansável trabalho em campo, se tornou médico com o apoio do próprio clube, que lhe cedeu livros e arrumou-lhe um novo emprego dentro da Desportiva que não o de jogador para que ele pudesse estudar para o vestibular.
Maurélio acabaria passando no vestibular da Ufes no curso de Medicina. Se formou e hoje mora na cidade mineira de Espera Feliz, bem próxima à divisa com o sudoeste do Espírito Santo. Márcia, irmã do Dr. David Bissoli, companheiro de Maurélio desde os tempos de faculdade e amigo do eterno ídolo grená até hoje, comprou e fez o favor de enviar um exemplar a Maurélio.
Aproveito para agradecer à Márcia pelo apoio e ao Maurélio por tudo que fez pelo nosso esporte. E para minha felicidade a família do "doutor" parece estar curtindo o livro. Abaixo, publico a mensagem enviada pela esposa de Maurélio, a senhora Misma Oliveira Silva.
"Prezado Bruno, foi com muita emoção que recebemos das mãos do Dr. David Bissoli um exemplar do seu livro. Sou esposa do Maurélio e queremos expressar o nosso contentamento, tanto com a obra (excelente!) como pela carinhosa dedicatória... Maurélio ficou sensibilizado de saber notícias, veículadas no blog, a respeito de seus companheiros de trajetória futebolística. Estamos morando na cidade mineira de Espera Feliz e aproveitamos a oportunidade para enviar-lhe um grande abraço, extensivo a toda a família grená, em especial aos companheiros de saudosas jornadas..." (Misma Oliveira Silva)
No livro, conto que o "formiguinha", como ele era chamado por seu incansável trabalho em campo, se tornou médico com o apoio do próprio clube, que lhe cedeu livros e arrumou-lhe um novo emprego dentro da Desportiva que não o de jogador para que ele pudesse estudar para o vestibular.
Maurélio acabaria passando no vestibular da Ufes no curso de Medicina. Se formou e hoje mora na cidade mineira de Espera Feliz, bem próxima à divisa com o sudoeste do Espírito Santo. Márcia, irmã do Dr. David Bissoli, companheiro de Maurélio desde os tempos de faculdade e amigo do eterno ídolo grená até hoje, comprou e fez o favor de enviar um exemplar a Maurélio.
Aproveito para agradecer à Márcia pelo apoio e ao Maurélio por tudo que fez pelo nosso esporte. E para minha felicidade a família do "doutor" parece estar curtindo o livro. Abaixo, publico a mensagem enviada pela esposa de Maurélio, a senhora Misma Oliveira Silva.
"Prezado Bruno, foi com muita emoção que recebemos das mãos do Dr. David Bissoli um exemplar do seu livro. Sou esposa do Maurélio e queremos expressar o nosso contentamento, tanto com a obra (excelente!) como pela carinhosa dedicatória... Maurélio ficou sensibilizado de saber notícias, veículadas no blog, a respeito de seus companheiros de trajetória futebolística. Estamos morando na cidade mineira de Espera Feliz e aproveitamos a oportunidade para enviar-lhe um grande abraço, extensivo a toda a família grená, em especial aos companheiros de saudosas jornadas..." (Misma Oliveira Silva)
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